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| (imagem by Sarolta Bán*) |
Poesia,
Vou marcar meu corpo com as tuas cores,
Com as tuas letras, as tuas dores,
E tudo o que se fizer em mim será verso,
Ainda que avesso, ainda que reverso.
Tudo será a pele tatuada e quente onde repousas.
Serei inteira ao teu dispor.
E serão teus os meus olhos, e as estrelas que eles guardam,
E será tua a minha mão, a tatear pássaros azuis pelo escuro do caminho,
E a minha boca só dirá palavra tua, sempre nua, sempre em
cio.
Ah, Poesia!
E meu corpo, diante de ti, haverá de ser um manto,
Que vestirá tuas vontades, tuas demências, tuas urgências.
Não hei de arder pelo que é brando,
Só por ti consumirei a minha carne, a minha alma,
Até que tudo seja cinza pela tua chama,
Até que tudo em mim seja parido em teu nome.
E eu não serei voz, nem silêncio,
De ti, serei apenas verbo, verso nascido do teu ventre,
Poesia.

LINDO,ANDREA QUE DESPOJAMENTO,VC SE DA DE CORPO E ALMA MUITO LINDO,NÃO DA VONTADE DE PARAR DE LER,BJS
ResponderExcluirGAGAU
Cada vez mais fico impressionado com as tuas poesias. Eu chego achar que és uma das melhores do Brasil.
ResponderExcluirLindo, entrega e posse. Um beijo.
ResponderExcluir[na escrita há presságio, há espanto, há mistério desvendando letra a letra o mundo fugaz; escrevia a Poeta Ana Hatherly, e com que alma, que "a escrita é um polvo, um molusco versátil. Tem infinitos recursos. Escapa sempre. Abstractiza-se. Disfarça-se, adensa-se, adelgaça-se, esconde-se. Impele-se rápida. Compreende tudo: ascese, consolo íntimo, entrega; fluxos, refluxos, invasões, esvaziamentos, obstinação feroz. O seu rigor é místico. (...) A escrita é um fragmento do espanto, já alguém o disse."
ResponderExcluirE nunca é demais dizer: acomoda na pele, em cada poro que o corpo respira, essa centelha de letra e universo, que te habitando nos habitará, também, mais e mais... incondicionalmente!
Como esse imenso,
Abraço Imenso, Andrea
Leonardo B.
Bonito, bonito!!!
ResponderExcluirBjos!
Aplaudo, Andrea, com convicção!
ResponderExcluirEntretanto vou ler outra vez, embriagar-me de novo.
Beijo :)
Uau!Pensei em destacar um ou outro verso, mas seria por demais injusto: o poema está todo ele belíssimo. Entrega plena à palavra poética. Lindo!
ResponderExcluirbeijo.
Mãos tateando pássaros azuis pelo escuro do caminho...Déa...ai, ai!!! Estás mesmo numa fase excelente, eu te leio aprendendo a falar a linguagem dos sonhos!
ResponderExcluirBeijos,
Poesia e Poeta fundidas em um só verbo, um só delírio, numa entrega absoluta!
ResponderExcluirAVE POESIA!!!
beijo grande, Andrea
o verbo é esse imenso que nos consome,
ResponderExcluirbeijo
ANDREA!
ResponderExcluirQue esse verbo que vestes, nos premie sempre com belos poemas como este.
Beijos
Mirze
a poesia, imensa
ResponderExcluirbeijinho
LauraAlberto
Bela poesia...Espectacular....
ResponderExcluirCumprimentos
O culto solitário na entrega de si próprio ao divino, a poesia
ResponderExcluirAmém!
Bj imenso, Andrea
"de ti
ResponderExcluirserei apenas verbo, verso nascido de teu ventre"
a maternidade é a essência das coisas, sem pontos, algumas linhas e nenhuma vulnerabilidade. é que as palavras imitam a boca e a boca só envelhece na contemplação dos batimentos do peito.
beijos e poemas, querida andrea!
Divina devoção !
ResponderExcluirfazer da poesia um anseio vital ...
Um beijo ,querida !