sábado, 12 de março de 2011
Poema do teu princípio em mim [ou do nascer dos meus olhos
No princípio de mim, eras tu
a essência que se movia em meu corpo
Eras tu a busca constante dos meus passos
No princípio, estavas em mim e eu não te via
Mas, desde que meus olhos olharam
o mundo, eu te pressenti
Eras tu o azul que tingia o céu
e, por teu sorriso, eu colhia girassóis pelo caminho
No princípio, eras tu
a cantar em meus ouvidos o canto da vida
Eras tu a por-me nos lábios um brilho de sol
me ensinaste o riso e a lágrima
Para te ver nasceram meus olhos
nasceram assim, capazes de ver além
Porque para te ver, precisei primeiro
perscrutar-me por dentro
E lá te encontrei entrelaçado a mim
desde o início dos tempos
No princípio de mim, eras tu
e eu, que morri no final
sempre te soube assim.
[Andrea de Godoy Neto]
[ *para um 12 de março já vivido,
divisor de águas na minha vida...]
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inaugural o verso que se fez outro em ti,
ResponderExcluirbeijo
Assis disse um que eu quis. E outro: disse o seu verso o que eu quis, antes, dito. Então somos braços.
ResponderExcluir"Porque para te ver, precisei primeiro perscutar-me por dentro..." Andreia! Menina...que beleza o que dizes...que beleza...
ResponderExcluirBeijos,
Tem poemas em que dá pra se falar muita coisa, mas tem uns que já falaram tanto que só me cabe dizer apenas "Que lindo, Andrea!".
ResponderExcluirBeijo enorme.
Poeta, querida...dia nacional da poesia...não podia deixar de dizer OBRIGADA pelo que me tens trazido de luz em forma de poesia!
ResponderExcluirBeijos,
E Viva a Poesia!
ola passando aqui pra dizer que amei o blog ta muito show e virei seu seguidor se quiser seguir o meu agradeço abraços e sucesoss na vida
ResponderExcluirtenha um bom dia!!!!
http://audienciadatvrealtimes.blogspot.com/
Poema da pertença infinita!
ResponderExcluirbj
Há mesmo coisas que são muito fortes mas que, ao mesmo tempo, tentamos explicar mas não conseguimos.
ResponderExcluirCansamos de tentar achar as palavras certas. Mas tem coisas mesmo tão fortes; que não combinam com as palavras; foram feitas mesmo para se deslocar nas vias abertas de nossos próprios sentimentos.
Esse poema é belíssimo!
Vim pelo blog de Daniel. Se ele se emociona ao ler seus poemas, corri para ler o que você escreve. Porque ele é sensível e escreve bem, e então me fez acreditar na beleza que encontraria aqui.
ResponderExcluirEnergias que se entrelaçam, e nos fazem ver mundo, e nos ver.
abraço
no princípio ou no precipício, amiga de africanas viagens? a origem é sempre esse precipício, que precisa ser precipitado a cada instante, pra que principie novos atos nascentes... poema cálido,dialógico, que potencia o entre, a fim de dilatá-lo em novos entres, novos princípios, novos precipícios...
ResponderExcluirgostaria de sua leitura sobre as "revoluções" no norte da áfrica
beijos
l
viajar por dentro é doloroso mas proveitoso também: conhecermo-nos é o princípio de tudo.
ResponderExcluirgostei muito do seu poema.
beijo, querida Andrea, com saudades.
Lindo blog, excelente poesia. Daniel Hiver te recomendou com muita propriedade Andrea. Assino em baixo. Um beijo.
ResponderExcluirA beleza existe em tudo - tanto no bem como no mal. Mas somente os artistas e poetas sabem encontrá-la."
ResponderExcluirandrea, querida,
ResponderExcluirque aquele que nos ensina a respirar seja sempre o verbo, sem pretérito. é que todo o sangue do mundo corre vivo sobre os canais que nos fazem homem e mulher (e consta que do tempo nada sabe...)
fiquei tão feliz por te sentir de regresso!
beijinho!
muito bom,
ResponderExcluiras marcas que carregamos sempre.
abraços!
Foi quando no princípio, então, já eras fim.
ResponderExcluirBelo!
Um beijo Andrea!
"Para te ver nasceram meus olhos
ResponderExcluirnasceram assim, capazes de ver além
Porque para te ver, precisei primeiro
perscrutar-me por dentro
E lá te encontrei entrelaçado a mim
desde o início dos tempos"
Andrea, que lindo seu poema! Do princípio ao fim que há de ser sempre reinício, - a mágica do poema.
Já estava mesmo com saudade de "te ler."
Um beijo, querida. Inté!