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| (Artista: Margarida Cepêda - Pintura: O fio de Ariadne) |
Dentro de mim
A abertura se faz em labirintos
Onde nem sempre
Há uma porta de chegada,
Olhos de gato assutado
Que espreitam por detrás das portas,
Coleção de vigas tortas
Que sustentam as paredes de papel
Foi engano!
A armadura não era de lata
Era de carne
Exposta à faca,
Era de pelo e arrepio
De insensatez e coragem
De medo e ousadia,
Era de pele que se desfez
[Andrea de Godoy Neto]

Que bonito, Déia. Esse lirismo de gato que espreita à porta também tem estado presente do lado de cá! Mil bjos, saudade.
ResponderExcluirera vidro e não se quebrou,
ResponderExcluirbeijo
Gostei muito. Abraço.
ResponderExcluirÀs vezes nos esquecemos do que somos feitos, até que venha alguém e nos rasgue.
ResponderExcluirMuito bom!
Beijo.
Armadura de carne: pois que não é mesmo, Andrea? Sentia já falta desse seu modo de dizer as coisas...
ResponderExcluirBeijos,
fugaz como o/um poema.
ResponderExcluirgostei muito!
beijos.
Belíssimo!
ResponderExcluirA abertura em labirintos sempre em nosso interior.
Um poema sublime!
Beijos
Mirze
Andrea,
ResponderExcluira sua escrita toca-me muitas vezes.você sabe. este poema e um deles__________________________________
resta-nos agora a esperança de que é fácil fazer-se "pele nova". e que não nos vá faltando a capacidade de nos regenerarmos,quais estrelas-do-mar, humanas.
beijo no coração
Como a perceber num confronto inevitável a mais íntima e humana nudez.
ResponderExcluirUm beijo, Andrea.
querida andrea,
ResponderExcluirhá armas que nem o mais sólido dos arneses consegue travar...
um beijinho com imensas saudades tuas e da tua poesia - onde a pele é isso mesmo: apenas e só tecido.
Teus labirintos, sem portas de chegada condenam quem, sem amar, os enfrentam com amaduras de pele. Perfeito, Andrea.
ResponderExcluirReceio que há uma multidão dessas vigas tortas por aqui... E logo acima delas paredes e mais paredes de papel ora em branco, ora rabiscado!
ResponderExcluirAndo em tempos de "desarmadura" e habito um lugar indefinido entre os medos paralisantes e as ousadias inquietantes!
Quanto maior a armadura do soldado, maior o seu medo...... sabemos disso, armaduras nada mais sao que muros que construimos!
ResponderExcluirAndrea, às vezes as armaduras desprotegem-nos. São ilusão de segurança!
ResponderExcluirBeijo
Fascinante essa luz que nos confude e desorienta mas nos move!
ResponderExcluirbeijo
Uma armadura de carne... Bela imagem! Bela, dolorida e verdadeira.
ResponderExcluirAbraços!
Há dias, porque li em diagonal, troquei seu nome pelo de Adriana Godoy e fui ao blog dela dar-lhe os parabéns pelo aniversário...depois a Lara Amaral chamou a minha atenção para o facto...bem que estranhei a fotografia do perfil, mas....
ResponderExcluirbeijo e saudades.
fantástico, uma armadura de carne!
ResponderExcluirparabéns!
gato assutado
ResponderExcluirassodado
assoberbado
soltando pelo
miando
nalgum telhado
inclinado
Doce e Sutil..
ResponderExcluirbjs
Insana