[Alguns trechos de mim...porque as palavras são espelhos...]

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Homens são cachorros, Mulheres são felinos

Não, não é nenhum artigo feminista, que enaltece a mulher ou que ridiculariza os homens. É, antes de tudo, uma constatação: homens e mulheres são diferentes e este é só mais um jeito de contar essa diferença.


Basta observarmos o comportamento masculino para entendermos por que os homens são cachorros. Os cães estão sempre solicitando atenção, fazem aquela festa quando você chega em casa, são companheiros, adoram brincadeiras, estão sempre prontos para agradar e serem agradados e, a característica mais marcante: são dependentes! É isso aí, os cães, como os homens, precisam de alguém que cuide deles, que avise a hora da comida, que determine quando tomar banho, que leve para passear de vez em quando, que afague sua cabeça e que, às vezes, o mande sair do sofá. Os cães não vivem sozinhos, não sabem cuidar de si mesmos. Por isso, um cão sem dono é sempre um cãozinho abandonado – desses cachorrinhos que vemos pela rua e que nos olham com olhos pedintes, de comida, de carinho, de casa. Mas alguém vê gatos abandonados, com cara de pedinte e seguindo você para ganhar comida ou afago? Não! Os gatos, como as mulheres, têm uma independência nata; e se orgulham disso. Gatos não fazem festa quando você chega em casa, mas isso não quer dizer que não ficaram felizes; apenas demonstram a felicidade com sutileza – pode ser um leve roçar nas suas pernas, ou um olhar lânguido, mesmo do sofá. Os gatos gostam de companhia, desde que não invada seu espaço; e gostam também de afagos, desde que seja quando ‘eles’ querem e não quando você quer. Gatos não atendem ao seu chamado – pode ficar minutos a fio chamando por eles e quando desiste e, depois de um tempo igual ou superior é que eles vêm, como se você nunca os tivesse chamado, por vontade própria. E não obedecem a ordens ou limites, mas isso é claro, sem afrontá-lo; tudo com aquele jeito manhoso e sutil. Gatos detestam sujeira, inclusive a que eles fazem, estão sempre se limpando e alisando o pelo; gostam de brincar, mas em seguida enjoam da brincadeira e resolvem que querem ficar quietos 'no seu canto’. Ah! E gatos não comem qualquer coisa, ao contrário dos cães, só comem o que aprovam; se não for de seu agrado podem até morrer de fome.

Os homens, como os cães das muitas raças, podem ser diferentes: há os dóceis, os espertos, os ferozes, há até aqueles que latem, latem, mas não mordem. Mas o homem cão é sempre companheiro, está sempre pronto para você, defende os seus com ferocidade (mesmo os homens cães dóceis), e sempre rosna quando outro tenta se aproximar do seu território. Enfim, o homem cão é sempre de guarda, que zela por aqueles a quem quer bem, e como todo cão, é fiel (não a fidelidade monogâmica, a maioria nem sabe o que é isso), mas a fidelidade companheira, de quem está ali, e numa situação de perigo é capaz de dar a vida por você.

As mulheres, também como as várias espécies de felinos, são diferentes: há a mulher gata, independente, mas manhosa; a mulher pantera, mais misteriosa e imponente; a mulher tigresa, sempre perigosa; e a mulher onça, essa é feroz. Ah! E também a mulher leoa, a esposa do rei. Mas há quem diga que toda mulher guarda dentro de si todas as espécies, e manifesta hora uma, hora outra, só para não enjoar de ser sempre a mesma. A mulher felina é sempre sedutora, mas também é protetora, sabe cuidar dos seus. E pode ser fiel a quem lhe cativa, desde que queira.

Enfim, homens cães e mulheres felinas são muito diferentes; eles latem, elas miam (e alguém duvida que homens e mulheres falem línguas diferentes?), mas apesar disso, em algum momento, talvez no silêncio do reconhecimento, ambos decidiram que podem conviver - e se entender. Ainda bem!




[Andrea de Godoy Neto]


(escrito em fev/2007)